Arquivo para maio 2012

Muda Mundo

09/05/2012

Pois é galera, tô aí.
Me olhando brevemente por esses dias, pude ver muitas coisas e uma delas é que sou basicamente um nômade em minha própria casa; não tenho quarto nem cama. O meu quarto atual era da minha vó e que assim é chamado até hoje, mesmo ela tendo se mudado há mais de dois anos e a minha cama atual era do meu irmão e a anterior, da minha tia… uma de casal. Alguns diriam “tem gente que mora na rua, que não tem cama ou casa”… Alguns, por favor, vão à merda.
o meu quarto “original” foi moldado para me receber e quando feito isso eu pensei em várias coisas para torná-lo meu; Quadros, móveis, luzes, sons, enfim… estilo, cara, rosto, molde. Hoje ele se encontra basicamente da mesma forma que estava quando me mudei pra lá quatro anos atrás, apenas adaptado para a sobrevivência. Com a cama, ou as camas, funciona dessa forma, a de casal está no quarto, que nunca foi meu de fato, e a cama “do meu irmão”, está no quarto de minha vó onde sobrevivo hoje. Quanta confusão, eu sei.

Por que toda essa confusão, por que tanto imbróglio por algo tão bobo?

Então… Por causa de uma simples pergunta:

É tão difícil assim viver a vida por completo?

Por que diabos eu nunca fiz do tal quarto, meu, ou nunca saí pra comprar uma maldita cama que faria bem as minhas eternamente doloridas costas? O pior é que sei as respostas.

Porque eu queria fazer essas coisas com minhas mãos, com meu dinheiro.
Por que não ganhei dinheiro?
Porque não queria trabalhar para os outros, queria ter meu próprio negócio.
e por que não abri o maldito negócio?
Porque eu estava doente, e depois o meu pai estava doente.
e agora que não estou mais doente (medo é doença?) e meu pai também não?

A bola de neve vai crescendo e uma coisa vai ao encalço da outra. Até se tornar um emaranhado de linhas emboladas, dificílimo de desfazer e trabalhoso demais para se pensar.

Mas e agora que não existem mais doenças (por hora)?
É, talvez seja a hora, ou talvez a hora vai ser enquanto eu estiver aqui respirando e vivendo, até porque as perguntas não são só minhas. Quer ver?

Por que você não muda de emprego pra ganhar mais? Por que você aceita ser um funcionário publico se te faz mal? Por que você não se forma na faculdade, termina sua pós, seu mestrado ou doutorado? Por que você não sai mais vezes de casa? Por que você não se declara praquela mulher que pode te corresponder? Por que não se aposenta? Por que não volta a trabalhar? Por que você não para de fumar ou faz exercícios? Por que você simplesmente não decide o que diabos quer da vida enquanto ainda está vivo?  Sorte minha que não estou sozinho nesse barco, vejo que sou normal, cada um com seus “porquês” e esses, em sua maioria, não são meus.
(cada um sabe o rabo que tem, carapuça tem de sobra, sempre tem uma que serve).
Depois de tanta pergunta ficam apenas duas certezas, se algo te faz mal, esse algo é uma doença ou no mínimo doentio logo, medo é doença e se você consegue pensar em tantas perguntas e não consegue respondê-las é porque é um acomodado, e comodismo é burrice.

Engraçado é se ver doente saber da cura e não buscá-la, ser tão inteligente e optar pela burrice.
Macaquice brava.

Chegando ao fim vejo que pode ser que eu me exponha demais e na verdade, não só a mim… Bem, fodas, nunca gostei de protetor solar mesmo.

Começando lento e terminando acelerado, e talvez até mesmo abruptamente, consigo apenas concluir de uma forma:
Mude, faça, responda, movimente-se, pois eu ouvi dizer que um dos sintomas da morte é a paralisia…. Eterna.

PS: ah…. Como é bom voltar a escrever. Pai e vó, obrigado por isso.

siga aí com o Tupac – Changes. “things will never be the same”