Naturalmente…

Passando pela Praça da Liberdade por volta das 4 da tarde; o que eu vi me fez parar, na verdade me OBRIGOU a parar.

É impressionante como lugares por onde passamos todos os dias podem ser vistos de várias formas, é mais ou menos como se um lugar fosse vários , está tudo ali no mesmo lugar, mas o que você está disposto a ver é que determina o ambiente. Tem dias que você não vê e tem dias que não acredita no que vê.

O que eu vi hoje foi um lugar bonito de mais, tudo muito verde, muito agradável, muitas flores pássaros voando par compor o ambiente e o toque principal de ipês carregados de rosa (pra quem pensou, não, eu não estou apaixonado, só é bonito mesmo).

Uma beleza extraordinária e ao alcance de quem quiser e se interessar (claro quem quiser em BH né, lembrei de você Juia).

Levando para o lado Trogolodites Sapiens eu comecei a pensar em algo. Essa praça, as praças no geral, são criadas pelos homens. Desenhadas, geridas e cuidas por eles, mas quem manda, quem as faz existir e quem as deixa belas é a Natureza. Tire a beleza natural de uma praça e o que vai sobrar são um monte de ferros, concreto e um chafariz ou outro (sem água é claro, porque não inventamos a água, “tomamos” da natureza). Impossível comparar a estatuazinha milimetricamente moldada pelo homem que esta logo ali, com a beleza imponente e disforme dos ipês caprichosamente moldados pela Natureza. Quem é o homem com sua clonagem, seus mapas genéticos e sua capacidade de escolher a cor dos olhos perto da supremacia incerta da Natureza. Maldita vontade de querer ser deus, porque inventar o cara se vamos querer ser ele? Vai entender…

Podemos correr atrás, mas nunca chegaremos à frente, a Mãe Natureza reina soberana. Ela é FODA!

P.S.: Durante o tempo que fiquei escrevendo esse texto contei umas oito pessoas com equipamentos entre celulares e câmeras amadoras e profissionais parando para tirar fotos da praça, e principalmente dos protagonistas do momento, os Ipês Rosa.

P.S.2(não é Playstation 2): Se você achou que eu não ia reclamar da praça se enganou, impossível não falar dos bancos que são absurdamente desconfortáveis. Fez minhas costas doer pra caralh*. Já que moldamos as coisas como queremos a pessoa que os fez podia ter tido mais competência e atenção nessa hora, aposto que eles são dessa forma, porque provavelmente quem os fez nunca vai sentar lá (uma pena, pois está perdendo).
Abaixo, só para compor, The Battle of Ever More do Led Zeppelin, uma música muito agradável da melhor banda de todas (na minha humilde opinião).

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4 Comentários em “Naturalmente…”

  1. André Says:

    uhuahuahuah Passo lá todos os dias indo pro trabalho. Passei por lá ONTEM e adivinha… tirei uma foto com meu celular.
    Tá linda demais mesmo!
    Abração

  2. Elaine Says:

    Adoooro a praça da liberdade, e os ipês rosa estão um espetáculo a parte!!
    Bjim.

  3. Júlia Says:

    Adorei o texto e lembrança.
    Sendo muito emotiva e morrendo de saudades de vc, chorei.
    Já vi essa cena e consigo imaginar o quão bela deve estar. Mais uma vez sinto saudades!
    Amo-te
    bjobjo

  4. Valéria Campos Says:

    Pepe, sábado passado (e amanhã tbem)estive “pela” praça para levar o Ian ao colégio fazer prova. Na correria, pois já estava em cima da hora, comentamos “quee Issso?!!! tá lindo demais….IPÊS, onde a gente passa em BH (inclusive na Silviano em frente ao EPA ) agente, Ianzinho e eu, ficamos babando.

    Lindo texto Pepe!!!


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